Após o cabeçalho do documento, a próxima preocupação do autor é para com o texto em si.
Para auxiliar aos autores, a linguagem SGML já provê diversas tags
que aceleram a produção do documento. Abaixo estão descritas apenas
algumas que serão as mais comumente usadas, juntamente com algumas dicas para a
elaboração de um padrão aceitável tanto funcional quanto
esteticamente.
A formatação de um documento pode ser feita usando-se <formato>texto
</formato> ou então a forma abreviada <formato/texto/. A segunda
forma é uma abreviação da primeira e possui alguns inconvenientes (como
não poder conter o caractere '/'), mas é excelente para pequenas quantidades de
texto que devem assumir uma formatação específica.
O SGML dispõe de diversos tipos de letra, assim como o LaTeX; entretanto, devido
à enorme quantidade de formatos de saída, nem todos os tipos ficam bem em
todo lugar. Recomenda-se, então, o uso dos seguintes tipos apenas:
negrito (obtido com a tag <bf>), itálico
(obtido com a tag <em>) e typewriter (obtido com a
tag <tt>).
Um recurso interessante em qualquer documento é poder enumerar itens destacando-os com uma marcação específica no começo da linha. A linguagem SGML permite que usemos três tipos de de marcação, sendo estes listas com marcadores, listas numeradas ou listas descritivas.
Para se criar uma lista com marcadores, faz-se uma estrutura como a mostrada no exemplo a seguir:
<itemize>
<item>Item 1
<item>Item 2
<itemize>
<item>Item 2.1
<item>Item 2.2
</itemize>
<item>Item 3
</itemize>
onde obteremos uma saída como a que se vê abaixo:
Para se criar uma lista numerada é suficiente que se substitua a tag
<itemize> pela tag <enum>.
Um tipo diferente de lista é a lista descritiva. Esse tipo de lista é comumente usada para se explicar determinados termos como, por exemplo, num glossário:
<descrip>
<tag>Item</tag>Descrição do item.
<tag>Item 2</tag>Descrição do item 2.
</descrip>
onde obtém-se na saída:
Descrição do item.
Descrição do item 2.
A informação não está isolada e restrita a um único ponto do documento. Pode-se fazer referências a seções ou a partes do texto em outro ponto do documento - ou até mesmo de outro documento - usando-se tags específicas para isso.
Essas tags são usadas para a indicação de URLs ou para outras
indicações. Para o caso de URLs - tanto ftp quanto http, por exemplo - usamos
a tag <url> que possui a seguinte sintaxe:
<url url="http://lie-br.conectiva.com.br" name="Lie-BR">
fazendo com que o texto indicado em name esteja associado ao endereço colocado em url.
Caso o que se deseja indicar seja um e-mail, por exemplo, usamos a tag <htmlurl>:
<htmlurl url="mailto:alguem@dominio" name="alguem@dominimo">
Além da indicação a outros documentos pode-se ter vínculos apontando para partes de texto no próprio documento. Isso evita que uma palavra ou seqüência de idéias seja lançada ao leitor sem uma explicação do que está ocorrendo. É, também, útil para a elaboração de glossários, por exemplo.
O uso dessas referências é simples e é feito em duas partes: a criação da referência no texto e o uso dessa referência.
Para se criar a referência usa-se a seguinte estrutura:
<label id="identificacao">Texto comum
e para usá-la tem-se duas alternativas:
Veja a <ref id="identificacao"> do texto.
ou
Veja a <ref id="identificacao" name="identificação encontrada"> no texto.
A diferença entre as duas formas de uso é que na primeira o próprio texto da identificação é apresentado ao leitor enquanto que na segunda é apresentado o texto definido na variável name.
O uso das referências pode ser feito antes ou após a criação da mesma.